6
Nov
2011
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Festival do Rio 2011 – Inquietos #pocket

     Inquietos nos lembra que antes de dirigir Paranoid Park, Elefante e Last Days, Gus Van Sant dirigiu Gênio indomável e Encontrando Forrester. Diferente de suas últimas produções, Restless (no original) é um ótimo filme para Sessão da Tarde. Que fique claro aqui que nada tenho contra a programação dessa faixa, pelo contrário, Goonies, Karatê Kid e Lagoa azul são clássicos da infância de toda uma geração nascida no final dos anos 70 até meados dos 80, justamente porque passavam repetidamente no programa da TV Globo. Desde Milk, Gus deixou o experimentalismo um pouco de lado, apesar de ter mantido em sua obra atual a temática envolvendo os conflitos do universo adolescente.

Fora isso é muita fofura e clichês mil, que vão do primeiro beijo ao amigo imaginário. A cena do casalzinho jovem deitado no asfalto sobre o contorno de seus corpos marcados com giz, sugerindo uma cena de crime é instantaneamente memorável assim como Ferris dançando Twist and shout na parada de rua está para Curtindo a vida adoidado. O tema mórbido não será empecilho para as crianças, pois é tratado com doçura. O casal formado pela paciente com câncer de Mia Wasikowska e pelo menino com atração por enterros de Henry Hopper é um mimo. A trilha sonora é gostosa e o figurino é coisa fina de brechó. Em alguns momentos se ri, em outros os olhos marejam. Mais uns 3 ou 4 anos já vai estar passando depois do Vale a Pena Ver de Novo, pode esperar.

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